Chef de cozinha da La Pet Cuisine, Veri Noda, já trabalhou no melhor restaurante do mundo, o El Celler de Can Roca. Confira uma entrevista exclusiva para nosso Blog!

Veri Noda - Chefe de Cozinha da La Pet Cuisine Veri Noda - Chefe de Cozinha da La Pet Cuisine

- Veri conte-nos quando e como surgiu seu interesse pela culinária e qual sua formação?

Meu interesse pela culinária surgiu desde pequenina quando comecei a acompanhar minha avó mineira pela cozinha. Eu queria saber como ela preparava seu delicioso lombo de porco na panela de ferro, um doce de leite açucarado, amor aos pedaços, sopa de fubá e outras infinidades de quitutes.

Depois no ano de 1998/99 quando eu ainda cursava a faculdade de Turismo, comecei a trabalhar em restaurantes como garçonete, na pizzaria Piola, no restaurante Oriental (chef Rita Lobo), by Aoyama (chef Adriano Kanashiro). Nestes restaurantes eu fazia meu trabalho no salão, mas sempre de olho na cozinha, ajudava a descascar, picar e principalmente observava aquele ritmo frenético da cozinha. Isso sempre me fascinou!

Em 2002 comecei a fazer estágio num restaurante francês, o extinto Marie (filial “moderna” do Le Casserole) e fui contratada, eu era 1ª mulher naquela cozinha, fiquei super animada e comecei a trabalhar na “praça” de carnes. Após um tempo iniciei a faculdade de Gastronomia no Senac.   

- Você já trabalhou no melhor restaurante do mundo, o El Celler de Can Roca, do Chef Joan Roca. O que você fazia lá e como foi essa experiência?

O Celler de Can Roca fica em Girona, uma pequena e linda cidade a 1 hora de Barcelona. Fui para lá para fazer um estágio de 6 meses em todas as “praças”, carnes, pescados, confeitaria e entradas. Porém após 2 meses de estágio fui convidada a fazer parte da equipe da confeitaria, aceitei com toda a convicção!

A experiência foi maravilhosa, permaneci lá por 4 anos, 2 anos na confeitaria do restaurante e 2 anos na confeitaria dos banquetes. Eram jornadas super puxadas de 12, 14 horas, muito aprendizado de novas técnicas e de trabalho em equipe.

- Você já tinha se imaginado trabalhando com alimentação natural para pets? Como foi essa transição e a entrada nesse segmento?

Não, eu nunca me imaginei trabalhando com alimentação natural para pets, aliás eu não sabia da existência deste segmento até minha irmã/sócia Juliana me apresentar a proposta deste projeto. A transição não foi complicada, porque eu utilizo as mesmas técnicas da cozinha humana, o que muda são somente as recitas que são super estudadas para que o valor nutricional e o balanceamento seja adequado para os pets.

- Quando você e sua irmã, a veterinária Juliana Bechara, resolveram abrir a La Pet Cuisine (em 2012), esse conceito de alimentação natural era algo muito novo no mercado brasileiro. Como foi encarar esse desafio?

Era algo totalmente novo, existia uma empresa no Rio que comercializava, mas ainda era muito pouco divulgado. No início foi muito difícil, pois havia muita resistência por parte dos tutores, veterinários e pet shops em oferecer a alimentação natural para os pets, mas aos poucos com um conhecimento maior deste tipo de alimentação foram surgindo novos adeptos.

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