Donos de cães optam por rações caseiras e mais nutritivas

La Pet CuisineAs irmãs Veri e Juliana, do La Pet Cuisine: receitas sem conservantes e repletas de nutrientes (Foto: Rodrigo Dionisio)

Nos últimos tempos, muitos tutores vêm optando por oferecer refeições caseiras com ingredientes frescos e de procedência conhecida. Trata-se de um retorno a algo comum antes dos anos 70 e 80, quando a ração industrializada se estabeleceu por aqui. Entretanto, a fórmula agora não é a mesma da panela do dono. Mostra-se balanceada para as necessidades de cada cão, não tem conservantes, sal nem gordura em excesso e pode contar com suplementos vitamínicos. A veterinária paulistana Sylvia Angélico lançou, em 2008, o site Cachorro Verde, com o objetivo de discutir nutrição natural para animais. Hoje, recebe cerca de trinta e-mails por dia com dúvidas. “Era um assunto que envolvia muito tabu. Agora, vem sendo mais bem aceito”, diz. “Os donos podem oferecer alternativas à ração tradicional, feita com subprodutos da indústria alimentícia, que perdem nutrientes a cada processamento.” Suas indicações normalmente envolvem preparação por cozimento, mas ela aposta também em uma dieta desenvolvida por um australiano calcada apenas em itens crus, a exemplo de carne com ossos.

Sylvia ministra cursos sobre o assunto por todo o país e só tem espaço vago em sua agenda de consultas, pelas quais cobra 150 reais, para o fim de novembro. Realiza os atendimentos via Skype e presencialmente na pet shop MOM, na Vila Nova Conceição. O estabelecimento, inaugurado no fim do ano passado, também tem pegada natureba. Oferece petiscos integrais e até banho no estilo alternativo,com produtos à base de frutas e plantas. “O dono quer ver seu estilo de vida refletidona rotina do cão”, acredita a proprietária Fabiana Barruffini. Nas prateleiras d aloja, aparecem, por exemplo, os biscoitos da Panela da Bela, marca criada em outubro. Produzidos em Tatuí, no interior, eles não levam conservantes nem corantes.

Serviço de assinatura entrega em casa mimos para o cachorro

Veterinária Sylvia AngélicoSylvia Angélico: a veterinária tem agenda de consultas cheia até o fim de novembro (Foto: Fernando Moraes)

Uma das adeptas da onda é a engenheira civil Leia Guesser, “mãe” de dois buldogues-franceses: Pudim, de 1 ano, e Fejuca, de 5 meses. Em março, ela procurou acompanhamento veterinário para bolar uma dieta equilibrada para Pudim,que sofria de gastrite. Fejuca também acabou abocanhando as delícias do irmão e adorou. “Percebo que eles comem com gosto”, alegra-se a dona. Leia vai ao mercado e à feira para comprar carne, legumes e vegetais para os pets. “Eles ficaram mais ativos e com pelos brilhantes”, afirma. Duas vezes por semana, ela cozinha os ingredientes e os armazena no freezer ou na geladeira. O estilo saudável dá mais trabalho ao tutor e costuma resultar em despesas maiores. Alguns clientes da La Pet Cuisine, por exemplo, chegam a gastar 500 reais por mês para alimentar um cão de médio porte (um pacote de 10 quilos de uma ração comum, suficiente para o mesmo período, custa por volta de 70 reais). Com o intuito de atrairoutro público, a empresa lançará, no fim de outubro, marmitas mais em conta, que fogem do gourmet e custam entre 4,20 e 10 reais.

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/donos-de-caes-racoes-caseiras-mais-nutritivas?utm_source=facebook&utm_medium=vejinha

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